Segunda-feira, Novembro 30, 2009

RESGATADOS NA SERRA

Um grupo de dezassete escuteiros da Amadora esteve perdido, durante cerca de cinco horas, na Serra da Estrela, depois de uma caminhada. Os escuteiros da Amadora foram resgatados por bombeiros e outros elementos da protecção civil.

O grupo foi encontrado cerca das 14:30, na zona da Nave Mestra, em Manteigas, depois do alerta dado às 11:22H de que estaria preso na neve e com dificuldades de orientação.

O grupo estava bem, mas alguns dos escuteiros foram transportados ao centro de saúde de Manteigas por apresentarem sinais de hipotermia.A operação de resgate mobilizou 43 elementos.A Serra da Estrela está vestida de um manto branco. A neve não tem parado de cair, as estradas Piornos – Torre – lagoa Comprida e Piornos Manteigas estão encerradas ao trânsito.

As temperaturas rondam os cinco graus negativos na Torre e dois graus e meio negativos nos Piornos.


RCB

Read more...

Segunda 30 //novembro'09 // kõ.pa.'ni.a_Fingerprint Party



companhiaclub.com
myspace twitter facebook

Maria João
Dep. Comunicação e Rel. Públicas
+351 916 675 745
_comunicacao@companhiaclub.com

Read more...

TGB_2º Aniversário_7 Dez'09


Read more...

Bar Refaeli

Read more...

Domingo, Novembro 29, 2009

93 000 pessoas contra Acordo Ortográfico

Até agora assinado por mais de 93 000 pessoas - números de meados deste mês -, o Manifesto em defesa da Língua Portuguesa contra o Acordo Ortográfico “volta” esta quinta-feira à Assembleia da República.

É mais uma etapa do processo a cumprir-se: a petição, com o número 495, vai ser “apreciada e discutida” pela Comissão de Ética, Sociedadade e Cultura, participando na sessão, pelos signatários do documento, o eurodeputado Vasco Graça Moura, Maria Alzira Seixo, Jorge Morais Barbosa e António Emiliano.

João Silva, do secretariado da Comissão, lembrou, à Lusa, que petições com mais de 1000 assinaturas têm direito a apreciação e discussão na Comissão e as que ultrapassem as 4500 vão a plenário, a menos que haja “decisão em contrário”. O mesmo responsável referiu que o número de signatários de que a comissão dispõe é de 33 054.

O processo, finda a reunião de hoje, seguirá os seus trâmites e oportunamente será agendada a discussão da petição em plenário.

O mesmo poderá suceder com uma segunda petição, a número 511, também a discutir hoje pela Comissão. Tem 5344 assinaturas averbadas e o primeiro titular é Nuno Mendonça Raimundo.

O Acordo Ortográfico já foi promulgado pelo presidente da República.

JN de hoje

Notas

1. Neste momento, a última assinatura na petição EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA tem o número 95.551.


2. Se “petições com mais de 1000 assinaturas têm direito a apreciação e discussão na Comissão e as que ultrapassem as 4500 vão a plenário”, então o montante total de assinaturas deste manifesto seria suficiente para obrigar a tal Comissão a apreciar e discutir NOVENTA E CINCO VEZES o assunto em causa e que o mesmo fosse VINTE E UMA VEZES a plenário parlamentar.


3. Actualmente, segundo a legislação portuguesa, são necessárias 35.000 assinaturas para que simples cidadãos apresentem iniciativas legislativas. Ou seja, o Manifesto contra ESTE Acordo Ortográfico poderia fazer valer TRÊS INICIATIVAS LEGISLATIVAS. Ou 18, se estivesse em vigor a proposta recentemente apresentada por um Partido político.


4. “O Acordo Ortográfico já foi promulgado pelo presidente da República”, em 21 de Julho deste ano, mesmo tendo Sua Excelência, pelos vistos para uma simples e amena cavaqueira, onomasticamente a condizer, recebido no dia 2 de Junho uma delegação de signatários do Manifesto contra o dito Acordo.




Read more...

Para sentir a neve natural, pode sempre fazer uma escapada à Serra da Estrela_Covilhã



A serra já está coberta de branco. O tempo agreste já obrigou, no entanto, ao corte de algumas estradas, no Maciço Central.

RTP

Read more...

Santa Bebiana 2009 Santa Bebiana_Padroeira do vinho e dos bebedores_4/5/6/7 dez'09_Paul_Covilhã

SANTA BEBIANA

Na verdade, pouco se conhece da história da Santa Bebiana nesta vila, resultante de não existir um grande saber popular desta profanidade.

Infere-se que, é a padroeira do vinho, outrora festejada por pastores e agricultores, durante o mês de Dezembro. Face à escassez de registos quase inexistentes sobre este evento e avaliar pelo que dizem os mais idosos, os pastores andavam com o gado nos vales do Paul e arredores, colocavam os chocalhos na cintura e, com os ganhões, festejavam junto às pipas de vinho. Após a ronda por todos os pipos, faziam uma grande ceia, onde o mais atrevido pregava o sermão para os “irmãos” e rezava-se o Pai Nosso dos Bêbedos.


PROCISSÃO DE SANTA BEBIANA

A procissão de Santa Bebiana percorre as ruas da Vila do Paul até ao Largo da Praça. Os participantes vão munidos de copo e archote dando vivas à Santa. No meio, o andor com Santa Bebiana, o andor com o pipo e, mais atrás, um burro puxa uma carroça com um pipo que dá de beber a quem tiver sede.

Read more...

COZINHEIROS - 4 a 13 de Dezembro'09 n' A Moagem - Fundão

Read more...

Covilhã-Portimonense, 3-1: Algarvios falham liderança

O Sporting da Covilhã regressou este domingo às vitórias (3-1) e impediu o Portimonense de se isolar provisoriamente no primeiro lugar da Liga de Honra, em jogo da 11.ª jornada.

Ao intervalo, os serranos já venciam por dois golos de vantagem, apontados por Auri e Pizzi. Garavano ainda reduziu na segunda metade, mas Edgar, de grande penalidade, sentenciou a partida.

Durante grande período da primeira parte o encontro foi equilibrado, com a bola disputada sobretudo a meio-campo.

O primeiro lance de perigo aconteceu aos cinco minutos. Pimenta, um dos melhores em campo, na marcação de um canto, obrigou Alé a defender com os punhos e na recarga atirou a rasar a barra.

Aos oito minutos, foi Diogo quem tentou surpreender o guardião serrano.

No minuto seguinte, Pires antecipou-se a Edgar e cabeceou ao lado, e, pouco depois da meia hora de jogo, Pimenta cruzou para o veterano Basílio que, de cabeça, criou a melhor ocasião de golo.

O marcador foi inaugurado pelo Sporting da Covilhã ao minuto 44, por Auri, na sequência de um livre apontado por Pimenta. Basílio caiu, a bola sobrou para Auri e o central, nas alturas, bateu Alé.

Quando passavam dois minutos do tempo regulamentar os serranos dilataram o marcador. Basílio, dentro da área, passou para Pimenta, deu de calcanhar para Pizzi que, na meia-lua, aumentou a vantagem com um remate rasteiro.

No regresso do intervalo o Portimonense fez as três substituições de uma vez e apresentou-se mais ofensivo. Aos 47 minutos fizeram a barra de Diego tremer.

Numa altura em que dominavam o jogo, os forasteiros reduziram, por Garavano, aos 56 minutos, com um cabeceamento no coração da área.

Mas os "leões da serra" conseguiram conter o ímpeto dos algarvios. Em jogadas de contra-ataque, rondaram com perigo a baliza forasteira.

Ao minuto 71, Balú empurrou Basílio no limite da grande área. Na conversão do penálti o capitão Edgar marcou o terceiro para a equipa da casa, quando chovia com intensidade.

A partir daí o Covilhã controlou o jogo e ainda podia ter dilatado o marcador. Com a derrota, no jogo inaugural da 11.ª jornada, o Portimonense continua em segundo, com os mesmos pontos que o Feirense.

Com este resultado, os serranos ascendem provisoriamente à sétima posição, com 14 pontos.

Record


Read more...

Keep It Psy Productions apresenta: 11 de Dezembro'09 Live MENOG, Dj set: Fluxo, Ogima, Akenaj @ Companhia Club



Live Act:
Menog
(Spectral/3Dvision Rec.)

menog.com
myspace.com/menog
spectralrecords.com



Dj Set
Fluxo
(Quest4Goa)

quest4goa.com


Ogima
(One Foot Groove Rec./Urban Antidote Rec.)

mushmoon.com

myspace.com/djfluxo
myspace.com/ogimadj


............................

companhiaclub.com

Read more...

Queres um TAMIFLU !!! H1N1

Read more...

Sábado, Novembro 28, 2009

Latada 2009 - UBI (Covilhã)



Read more...

Sexta 27.11.09 - Encontro Nacional de Estudantes de Bioquímica @ Akademia Club

Read more...

1º Andar - David Marques apresenta "Motor de Busca", dia 28.Novembro'09_MOAGEM_Fundão

1º Andar - mostra de criadores emergentes 2009
David Marques > "Motor de Busca"
dança | 52 min. | maiores 12 anos
28.Novembro'09 > 21h30
Fundão | A Moagem > Blackbox


Sobre "Motor de Busca":

"Motor de Busca" é um solo. Não sendo sobre a solidão, a peça apresenta-nos um ser que está sozinho mesmo quando o seu olhar reconhece a nossa presença. David Marques é o agente que vai construindo e reconfigurando um mundo que é o dele. Ele convoca a linguagem escrita, materializando palavras e frases. Se estas indiciam possíveis motores para a sua acção são mais propriamente os movimentos de procura, escolha e decisão que constituem aqui a matéria coreográfica. O recolhimento, a fuga e a resistência são as suas ressonâncias.

"Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo."

crédito foto: Susana Paiva

Read more...

Sexta-feira, Novembro 27, 2009

Bom Fim de Semana! Grande...

Read more...

os melhores momentos de 3 anos de 31 da Armada






Read more...

Pontes de Esparguete - Novo record

Foi batido o record da prova de resistência das pontes de esparguete, da UBI. Marco Oliveira, licenciado em engenharia electromecânica, alcançou a marca dos 100, 8 kg, que bateu o máximo fixado o ano passado, que também lhe pertencia.
Na nona edição do concurso, agora denominado Humberto Santos, foram 17 as pontes que se apresentaram a concurso, onde estavam incluídos projectos de duas escolas secundárias: A escola João Franco do Fundão e a EB 2/3 de Manteigas.

O vencedor não esteve presente, por se encontrar a trabalhar em Lisboa, mas em sua representação esteve o pai. Jorge Oliveira mostrou-se “orgulhoso pelo resultado atingido pelo filho. Estava a espera que ficasse nos três primeiros agora este resultado não. Mas ele é um rapaz trabalhador e tudo que faz, faz com a máxima perfeição e rigor”

Para além da prova de resistência, o trabalho de Marco Oliveira venceu a categoria de estética. David Almeida, amigo do vencedor, sublinha que qualquer “ponte de esparguete que seja bem feita tem que ter alguma preocupação com a estética, apesar de não ser essa a principal preocupação do Marco”.[Rádio Cova da Beira]

Read more...

Domingo de Manhã - Sp. da Covilhã - Portimonense - SporTv



Read more...

Covilhã..pour la matin

clique para aumentar


Read more...

1º Andar - Dinis Machado apresenta "Dramaturgia", dia 27.Novembro'09_Teatro das Beiras

1º Andar - mostra de criadores emergentes 2009
Dinis Machado > "Dramaturgia"
teatro | aprox. 50 min. | maiores 16 anos
27.Novembro'09 > 21h30
Covilhã | Auditório Teatro das Beiras


Sobre "Dramaturgia":
Dramaturgia é o processo de gerir referentes com o objectivo de criar uma expansão artificial da realidade. Entendo assim que a arte não é um reflexo mais ou menos distorcido do real (uma cópia) mas um território artificial, nem por menos real, contíguo e com o mesmo valor de todas as outras realidades a partir das quais se expande e com as quais realiza trocas.

Assim cada artista carrega consigo um território intelectual artístico dinãmico, do qual cada "obra" é um corte temporal provisório, um pausa.

Parto da ideia da constituição do artista enquanto processo de ficcionalização. Ser artista é para mim construir o real, recusar o modelo de vida burguês e formular novas hipóteses. Fazer assim uma dramaturgia do artista, é retirar o tema e constituir a estrutura enquanto forma e conteúdos simultâneos, é pensar o que é à partida um dados adquirido, problematizá-lo e torná-lo significante. [...]
Dinis Machado

Read more...

Torneio de Tiro ao Alvo - 5 Dezembro - Académico dos Penedos Altos

Read more...

Saturday by Night@Santa Hora

Read more...

Carlos Pinto critica oposição e Governo na tomada de posse



Read more...

1ª página de O Interior, edição de 26-11-09



Read more...

Em exibição

Título original: The Informant
Produtor: Warner Bros
Realizador: Steven Soderbergh
Com: Patton Oswalt, Matt Damon, Scott Bakula, Melanie Lynskey, Frank Welker
Género: Comédia
Classificacao: M/12
Origem: EUA
Duração: 108 min.



O Delator conta-nos a história de Mark Whitacre, um empresário do sector agrícola que ficou para a história como o informador com o maior cargo dentro duma organização a informar as autoridades sobre as ilegalidades que esta cometia.



Filmes em exibição


Sala 1
Lua Nova - A Saga Twilight
Sessões: 15:45; 18:00; 21:30; 00:00
M/12

Sala 2
2012
Sessões: 15:35; 18:35; 21:40
M/12

Sala 3
O Delator
Sessões: 15:10; 18:10; 21:50; 00:10
M/12


Sala 4
Os Substitutos
Sessões: 16:05; 18:20; 21:20
M/12
2012
Sessões: 23:50
M/12

Read more...

Em 1989 uma banda de Aberdeen, Seattle, gravava com apenas 600 dólares o álbum de estreia: "Bleach". 20 anos depois esse disco é reeditado...

Uma anomalia: Kurt Cobain
por Vítor Belanciano

Em 1989 uma banda de Aberdeen, Seattle, gravava com apenas 600 dólares o álbum de estreia: "Bleach". 20 anos depois esse disco é reeditado. E sai em DVD o registo de um concerto, "Live at Reading", quando o mundo eram os Nirvana. A história deles e a nossa nunca foi a mesma.

Por falar em Kurt... Mais exactamente, Kurtz, o coronel renegado, interpretado por Marlon Brando no épico de Coppola "Apocalypse Now". O filme centra-se na missão liderada pelo capitão do exército americano Benjamin Willard (Martin Sheen), cujo objectivo é eliminar o enigmático Kurtz, que lidera, no interior da selva vietnamita, qual rei divino, uma milícia de dissidentes e nativos.

Porque é que o exército americano quer eliminar um dos seus? Porque Kurtz deixou de obedecer à linha de comando. Não porque tenha desistido da guerra ou deixado de acreditar nesses ideais. Pelo contrário: crê totalmente, mas por excesso. Sofre de sobre-identificação com a instituição militar. Foi ultrapassado pelos acontecimentos. Até à loucura. Transformou-se no desregramento a abater. Um incómodo.

Ele percebe-o. No final é Willard a matar Kurtz ou é Kurtz a preparar o terreno para que Willard o abata? A imolação de Kurtz, sequência que encerra o filme, é a tentativa de lidar com a desordem cosmológica. Um exaltado fotojornalista - Dennis Hopper - que Willard encontra na selva faz de arauto. É ele que nos diz sobre Kurtz: "The man is clear in his mind, but his soul is mad." Não poderíamos dizer o mesmo de Kurt Cobain?


O filme da sua vida foi outro, mas foi também o mesmo. Interpretou os princípios da contracultura, acreditou neles, excessivamente. Sofria de sobre-identificação com a ética punk-rock. Foi ultrapassado pelos factos. Via-se como criador alternativo mas os seus discos vendiam milhões. Em parte, por ele, música antes encarada como difícil foi cunhada e vendida às massas como "grunge".

A popularidade embaraçava-o. Queria fama, mas não estava preparado. Quem tinha 20 anos olhava-o como guia. Mas ele não queria ser guia. Sentia que estava tão perdido como os que queriam ser guiados. Nunca conciliou os seus princípios com o sucesso. O suicídio resolveu o impasse, antes que o rasto de integridade desaparecesse por inteiro.

20 anos depois, na altura em que se assinala a edição do primeiro álbum dos Nirvana, "Bleach", o mistério sobre Kurt e a sua banda mantém-se. Ficarão para sempre com o nome gravado na História do rock dos anos 90 - mesmo se parecem ter constituído uma anomalia.

Aquela voz, de onde vinha?

Nesse período, do ponto de vista criativo, as linguagens da música de dança é que faziam a revolução. Mas para a indústria elas não representavam nada. No mercado mais rentável do mundo, o americano, o rock dominou sempre. Os concertos eram lucrativos e o culto da personalidade suplantava o anonimato das electrónicas.

Quem tinha vivido os anos 60, 70 e 80 dizia que já não havia mais nada para inventar. Dos Velvet Underground aos Stooges, tudo parecia ter sido feito. Mas o rock, velha carcaça, recusava-se a morrer.


Kurt Cobain nasceu em 1967. Lia fanzines rock. Escutava Vaselines, Daniel Johnston, Raincoats, TV Personalities, Black Flag. Rock independente, cultivado em caves escuras. Regia-se pela ética punk-rock. Pertencia a uma elite: aqueles que se zangavam a sério contra os valores burgueses. Era contra o capitalismo, a favor do "faça-você-mesmo". Contra o espectáculo, pela anarquia. Pelo regresso da sinceridade, mesmo sabendo que a história do rock está repleta de traições.

O rock, para Kurt, eram canções cruas, o visual de todos os dias, lutar contra o estabelecido, convencer seguidores a recusar o sexismo, a homofobia, o novo-riquismo. As canções, virulentas, punham a nu a vaidade e a opulência da América, do Ocidente, do princípio dos anos 90. Tornavam visível a esclerose, a gordura. O capitalismo, dizia Kurt, era "a gula."

Anotava as suas reflexões num diário. Cresceu na década de 90, a primeira, depois da década de 40, que viu duas gerações distintas - pais e filhos - a gostarem da mesma música. O rock, os Beatles, os Stones, com os quais os pais também haviam crescido.



Mas Kurt tinha raiva da geração dos pais. A cólera tinha que explodir. Em 1987, os Nirvana. E ele, esperançado, anotava: "Vamos lançar o álbum às nossas custas. Achámos uma fábrica que prensará 1000 discos por 1600 dólares, o que faz com que tenhamos que vender apenas 250 discos para recuperar o nosso investimento."

Acabaria por ser a independente Sub Pop a editar o primeiro álbum, "Bleach", registado em apenas seis dias. Kurt tinha 22 anos. Não se saiu mal. 80 mil exemplares. Mais de 1,7 milhões de cópias vendidas até hoje. O maior sucesso de sempre da Sub Pop.

Os Nirvana tornam-se líderes dessa coisa chamada grunge. Em Seattle outras formações praticavam música semelhante (Melvins, Soundgarden, Pearl Jam, Screaming Trees, Alice In Chains), mistura de Neil Young punk e Black Sabbath pop, desordem, melodias perdidas por entre guitarras cerradas e, no caso dos Nirvana, aquela voz, passando da dor à raiva, do apaziguamento ao caos. De onde vinha? Entre as influências citava "os divórcios, as drogas, os efeitos sónicos."

O desgosto formava o gosto

Ao vivo os Nirvana ganhavam reputação de grupo incontrolável. Em 1991, o rock precisava de sangue novo. Em quem apostar? Havia os Pixies, mas Frank Black era anafado. Não parecia Jesus como Kurt. Dir-se-ia mais um simpático caixa de supermercado do que outra coisa. E os Sonic Youth? Muito artísticos, muito nova-iorquinos, veteranos.

Restavam os Nirvana. Restava injectar visibilidade e dólares no grunge de Seattle. E o negócio abateu-se sobre a cidade. Visualmente era Kurt quem sobressaía. Loiro, ar torturado, desleixado como um roqueiro que se preze.

E os Nirvana assinaram por uma multinacional.


Foram convidados a descer até Los Angeles para gravar o segundo álbum. Prudente, a Geffen prensou apenas 50 mil exemplares de "Nevermind". Foram vendidos mais de 10 milhões. Para quem tinha vivido a década de 80 foi a surpresa. O álbum transformava a impotência em energia, a inércia em dinamismo, mas ninguém acreditava que aquele som - descendente dos Husker Du, Dinosaur Jr ou Sonic Youth - teria hipóteses de seduzir. Seduziu.

Em parte, por um single, "Smells like teen spirit". Em 1991 ser jovem era aquela canção, aquela deflagração, rejeição de qualquer coisa inominável. O desgosto formava o gosto. Tornava-se êxito disforme, aberração dos tops habituados a acolher de braços abertos Vanilla Ice. As palavras eram confusas, mas tornava-se num hino de revolução adolescente, impulsionada por um vídeo sugerido por "Over The Edge", filme de Jonathan Kaplan, com Matt Dillon.

Mas de que espírito jovem falava Kurt nessa canção? Do punk-rock que queria acabar com a gula e o cinismo dos mais velhos? Ou do espírito dos adolescentes da América, dessa geração que obedeceu a Bush pai, adoptou valores reaccionários, correu aos cinemas para ver "Forrest Gump" ou às lojas de discos para comprar Bryan Adams?

Kurt horroriza-se com a debilidade dos seus pares. Com o estado do mundo. E com as suas próprias desventuras: porque é que se droga, arma zaragata, destrói hotéis como se fosse uma trivial celebridade rock? Porque é que se casa com uma estrela, Courtney Love, tão frágil como ele? Porque é que os dois adquirem uma casa como todos os casais conformistas que critica? Porque é que ele, no auge da glória, não pode, não consegue, mudar o estado das coisas?

Sim, tornara-se numa personalidade. A revista "Rolling Stone", outrora alternativa, agora símbolo do entretenimento, quer que ele pose para a capa. Ele não devia, escreve. A ética punk não lho permite. A ele, das "fanzines". Mas é estrela, a "Stone" é importante, tem que fazê-lo.
Para não passar por marioneta tem uma ideia: posa para a capa, mas de t-shirt, com a inscrição "corporate magazines still suck", forma de insultar a "Rolling Stone". É isso que pensa, mas a vida é mais complexa.

Ao aceitar essas condições a "Rolling Stone" dá provas de largueza de espírito. É admirada por isso. Kurt sofre. Pensava que se podia infiltrar no sistema para o fazer explodir, mas transforma-se no alibi do sistema, que o exibe: olhem para os Nirvana, indomáveis, rock com alarido, comprem os discos e estarão a comprar também uma atitude rebelde.

A partir de determinada altura percebe que os amantes de rock já não são aliados. Ele que se sentia diferente ao ouvir os Vaselines e que acreditava na atitude combativa, percebe que os dez milhões que o ouviam eram os mesmos que iriam ouvir, mais tarde, Limp Bizkit.

Não espanta que desconfiasse dos fãs de rock, sobretudo os da primeira geração, os renegados que, na sua visão, haviam traído ideais. "O leitor médio da ‘Rolling Stone' é um ex-hippie que virou hipócrita e que olha para o passado como sendo a época de ouro, mas absorveu o capitalismo com indulgência, moderação, numa palavra, acomodou-se." Porquê a animosidade contra os "hippies"? Não eram suficientemente radicais. Tinham-se vendido. Eram "yuppies".

Kurt e Eddie


Apesar de ser o número 1 mundial continuava um pequeno punk. No festival de Reading apresenta-se de bata e cadeira de rodas. Nos prémios MTV os Nirvana tocam uma canção chamada "Rape me". Kurt ainda acreditava. Mas intensificava-se a sensação que já não passava de um Dom Quixote a esbracejar no vazio.

Tenta curas de desintoxicação, com e sem Love. A 2 de Maio de 1993, uma "overdose" de heroína em Seattle. Prepara-se o sucessor de "Nevermind". Os Nirvana querem lançar um disco assumidamente difícil. Cobain deseja que tenha o título de "I hate myself and i want to die". Mas os imperativos do negócio falam mais alto. Chamar-se-á "In Utero" e trepará pelos tops. A 4 de Março de 1994, em digressão, mais uma "overdose", em Roma. Um mês depois, a 5 de Abril, suicídio. Ao lado do corpo: "É melhor apagar de uma vez que desaparecer aos poucos."

Tinha 27 anos. Infiltrou-se no sistema. Os Nirvana impuseram às massas a cólera face à gula. Para muitos, Kurt perdeu. Puxou de uma arma, mas apontou-a a si próprio. Para outros, não; foi grande. Esses normalmente tendem a compará-lo a Eddie Vedder, dos Pearl Jam, outro grupo seminal de Seattle, ainda activo. Faz sentido.

Enquanto Kurt sempre teve dificuldade em lidar com grandes audiências, e em palco quase não dizia nada, Eddie comporta-se como o irmão mais velho, aquele que se oferece para ser guia.

A voz de Kurt é coisa em bruto, expondo uma raiva incoerente, assente em letras pouco claras. Eddie conta histórias. As canções dos Nirvana são mais desafiantes, mas não oferecem calor. Quando muito são catárticas.



Eddie parece tentar chegar ao outro. Kurt quer que o deixem em paz. Aquilo que faz do primeiro um herói do rock - no sentido mais conservador do termo - é que é alguém que nunca desiste de lutar. "In Utero", o último grito dos Nirvana, é o oposto. É desistir, é o isolamento, o casulo onde Kurt se resguarda das contradições de ser um rebelde milionário.

Talvez Eddie seja um ser humano melhor. Mas segundo o mito romântico do criador, talvez Kurt seja melhor artista. Como o Kurtz de Brando: era lúcido. De uma lucidez disforme, incapaz de percepcionar a totalidade à sua volta. Ninguém se surpreendeu quando se suicidou. Mas mesmo assim a sua morte continua a inspirar as mais bizarras e diversas teorias conspirativas.

Quem matou Kurt Cobain? A resposta é óbvia. Kurt Cobain matou Kurt Cobain. Mas também foi vítima: vítima do mito de que para se ser autêntico, verdadeiro e comprometido, não se pode ser popular.

Links Relacionados

* Crítica de Disco
* Antes da tempestade
* De Twin Peaks ao último rosto da pop

Read more...

"Como não usar máscara da Gripe A"


Read more...

THE CHIKEN SOUND PROJECT 27 NOVEMBRO'09 @COMPANHIA CLUB...a galinha volta a por o ovo!!!

clique para aumentar


myspace.com/midiprooject





myspace.com/thechikensoundprojekt


..........................



companhiaclub.com
myspace twitter facebook

Maria João
Dep. Comunicação e Rel. Públicas
+351 916 675 745
_comunicacao@companhiaclub.com

Read more...

Barbara Stoyanoff

Read more...

Quinta-feira, Novembro 26, 2009

Trends in 2010 - 2010 Consumer Trend Report from TREND HUNTER

Read more...

Blog Archive

Agentes à Paisana








  © Blogger templates The Professional Template by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP